"Avuou, avuou, Bentevi:
quem não sabe dançar
sai daqui..."
quem não sabe dançar
sai daqui..."
NAGÔS E TOLETEIROS
Sabiá cantou, no galho da laranjeira
Moça donzela toma banho na tina
Nagô não come no dia de sexta-feira
Nagô não come no dia de sexta-feira
Cabinda na sexta só bebe pinga
Nêgo toleteiro que tem canela fina
não trabalha nem de ferreiro e
E nagô é oficial ruim na carapina
Nêgo jornaleiro que gosta de marruá
rodopia no terreiro
em noite clara de luar.
* * * * * * * * * * * * * * * * *NOMES DE PESSOAS E DAS FAMÍLIAS DA VILA DO FANADO
A Vila do Fanado, em seus tempos áureos, chegou a ser uma verdadeira "caquende", que intermediava todo o comércio que se fazia entre as Províncias de Mnas e da Bahia. Dessa condição, por ela passavam as tropas que chegavam do Arraial do Tejuco (hoje Diamantina) e aquelas que demandavam o Sertão Baiano cuja capital era a cidade Jacobina, onde morava o Bispo Diocesano.
Em decorrência dessa situação, era sua população formada por elementos de todas as raças, vindos de todas as demais regiões. Eram garimpeiros, mineradores, comerciantes, ciganos, mascates, tropeiros, ferradores, sangradores, feiticeiros e gente de todos os ofícios e artes que ali permaneciam por algum tempo ou que iam ficando e constituindo suas famílias.
As raízes fanadeiras, desta forma, estão firmadas nas diversas regiões, não só do Brasil, mas de todo o mundo, havendo muitos descendentes de índios, de escravos, de judeus, de ciganos, de indianos (Goa), de espanhóis e, principalmente, de portugueses.
Dizem que a família Sena, da qual nossa família descende, através de nossa bisavó Idalina Sena (a nossa saudosa Sá Dalina) e segundo ela própria afirmava, tem sua origem em Goa, de vez que o pai dela "Antonico Sena" se dizia filho de um piloto (engenheiro prático) que chegou à Vila, ainda muito jovem, para participar da elaboração de cartas geográficas (mapas), a serviço da Província da Bahia, sendo que ele trouxera de lá daquela região a sua esposa, quando viajava na condição de marinheiro e sua experiência como aprendiz desse seu ofício de cartógrafo.
Também o irmão dela, de nome Júlio Sena, tendo aprendido alguma coisa dessa arte com o velho avô deles, na arte de topografia, chegou taambém a exercer funções de mestre de obras para a abertura de estradas pela região.
Assim como o pioneiro de sobrenome "Sena", também Juvenato Coelho, pai do Vovô Durval Coelho - que tinha parentes próximos em Capelinha da Graça, Chapada do Norte e Berilo, teria sua origem na região de Ubá, de onde se ranifixou a família "Coelho" passando por Itabira e depois pela região de São Miguel das Almas (Peçanha, Guanhães, Sabinópolis, etc.) os quais se espalharam pela região como comerciantes, mineradores, oficiais da guarda nacional, como agentes dos correios e como tropeiros, sendo muitos os "coelhos" que ainda vivem, além dessas cidades, mas também em Governador Valadares, Guanhães, Virginópolis, Malacacheta, Itambacuri e e Nanuque.
Em decorrência dessa situação, era sua população formada por elementos de todas as raças, vindos de todas as demais regiões. Eram garimpeiros, mineradores, comerciantes, ciganos, mascates, tropeiros, ferradores, sangradores, feiticeiros e gente de todos os ofícios e artes que ali permaneciam por algum tempo ou que iam ficando e constituindo suas famílias.
As raízes fanadeiras, desta forma, estão firmadas nas diversas regiões, não só do Brasil, mas de todo o mundo, havendo muitos descendentes de índios, de escravos, de judeus, de ciganos, de indianos (Goa), de espanhóis e, principalmente, de portugueses.
Dizem que a família Sena, da qual nossa família descende, através de nossa bisavó Idalina Sena (a nossa saudosa Sá Dalina) e segundo ela própria afirmava, tem sua origem em Goa, de vez que o pai dela "Antonico Sena" se dizia filho de um piloto (engenheiro prático) que chegou à Vila, ainda muito jovem, para participar da elaboração de cartas geográficas (mapas), a serviço da Província da Bahia, sendo que ele trouxera de lá daquela região a sua esposa, quando viajava na condição de marinheiro e sua experiência como aprendiz desse seu ofício de cartógrafo.
Também o irmão dela, de nome Júlio Sena, tendo aprendido alguma coisa dessa arte com o velho avô deles, na arte de topografia, chegou taambém a exercer funções de mestre de obras para a abertura de estradas pela região.
Assim como o pioneiro de sobrenome "Sena", também Juvenato Coelho, pai do Vovô Durval Coelho - que tinha parentes próximos em Capelinha da Graça, Chapada do Norte e Berilo, teria sua origem na região de Ubá, de onde se ranifixou a família "Coelho" passando por Itabira e depois pela região de São Miguel das Almas (Peçanha, Guanhães, Sabinópolis, etc.) os quais se espalharam pela região como comerciantes, mineradores, oficiais da guarda nacional, como agentes dos correios e como tropeiros, sendo muitos os "coelhos" que ainda vivem, além dessas cidades, mas também em Governador Valadares, Guanhães, Virginópolis, Malacacheta, Itambacuri e e Nanuque.
Valentins, Bernardinos, Clementes, Ribeiros, Brandãos, Lajes, Lares, Caminhas, Morais, Melo, Neves, Maciel, Camargos, Torres, Figueiredo, Figueiró, Fróis, Freire, Casais, Carvalhais, Borges, Alcântara, Matos, Oliveira, Pereira, Ferreira, Vieira, Gonçalves, Silva, Carvalho, Nogueira, Souza, Moreira, Medeiros, Barbosa, Machado, Pinheiro, Pinto, Peixoto, Correia, Barbosa, Matos, Alecrim, Azevedo, Mendes, Fernandes, Marques, Sá, Pimenta, Cardoso, Novais, Pais, Dias, Amaral, Nunes, Alvarenga, Rocha, Sena, Lemos, Guedes, Simões, Otoni, Reis, Mota, Vieira, Luz, Araújo, Antunes, Esteves, Diniz, Niz, Neiva, Neres, Nunes, Pires e que tenha adotado a profissão ou o nome de árvores, como nome, - segundo avaliação do Vovô – são sobrenomes dos descendentes de cristãos-novos, que chegaram na antiga Vila do Fanado como garimpeiros, como mascates, como ourives ou em busca de outras aventuras.
Já os que têm nome de Cruz, Jesus, Sacramento, Cristianismo, Evangelista, Santos, Cordeiros, Paixão, Batista, Bispo, Bento, Chagas, Luz, Torres, etc., tinham origem sacerdotal, ou seja, eram filhos de ex-escravos e já alforreados, de pardos, filhos que os religiosos recebiam como adotivos e afilhados, os que eram depositados pelas mães-solteiras nas rodas das igrejas ou mesmo aqueles que foram gerados nas sacristias e casas paroquiais.
TAMBUZEIROS
Vamos todos juntos,
Oberah!
Ver a Mãe de Deus,
Oberah!
Vamos todos juntos,
Oberah!
Ver a Mãe de Deus,
Oberah!
Óia o tolete, calunga!
Viva o Povo de Ingoma?
-Viva!
Viva o Rei Novo?
-Viva!
Viva a Rainha Nova?
-Viva!
Viva Nossa Mãe, A Senhora do Rosário?
-Viva!
Viva o Rei Velho?
Viva!
Viva a Rainha Velha?
Viva!
Viva o Povo de Candonga?
Viva!
Viva os Candongueiros?
Viva!
Viva todos aqui presentes?
Viva!
E nós, bebe ou num bebe?
Ê, ê, á...
O TATU DO TAMBU
- O tatu trepa pau?
É mentira moleque.
- O tatu trepa pau?
- É mentira moleque.
E eu, bebo ou num bebo?
Êh, êh, êh...
Viva a Rainha Velha?
Viva!
Viva o Rei Velho?
Viva!
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