BOI DE CANJOLA
Boi Veludinho
Rabo de sola
Boi bonitinho
Boi de Canjola.
Xô, xô, xô meu passarinho
Dia de Natal, branco e preto
Tem que ir ver!
Xô, xô, xô um passarinho
Dia de Natal, branco e preto
Tem que viver!
(Cantiga que acompanha a dança cadenciada e ligeira que caracteriza o retorno dos candongueiros à Igreja dos Pretos, onde vão recolher seus tambores após terem realizado suas "embaixadas" durante os reinados e reisados).
VELUDINHO DE CANJOLA
Veludinho era o boi de Canjola.
Boi bonito!
Boi gordinho!
Boi traquino...
Bem pretinho e buliçoso;
Chifrudo e espadaúdo.
Chifrudo e espadaúdo.
Mas, não era manso de cuia, não...
Com suas velas acesas em cada chifre, ele ia abrindo entre a multidão em duas alas, na procissão, que é para passar a Bandeira de Nossa Senhora do Rosário, que vai ficar bem bonita lá no alto do mastro, na porta de sua igreja, ao toque de sinos, o ribombar dos rojões, a queima da fogueira, do espetáculo da girândola e da distribuição farta de canjica e de quentão.
E logo se ouvem os lindos dobrados da Euterpe Conceição sob a batuta do Mestre João Benedito, ele na clarineta, seu filho Gentil Fernandes no sax reto, Tio Gabriel Borges no Sax tenor, Militão no baixo de campânula, Zé Moreira no trombone, João Batista no bombardino, Zé de Maria Loura e Zé de Odília nos trompetes, Artur Quirino na requinta, Tio Rodolfo e Tio Lucas nos saxhornes, Serafim de Santa no tarol, Zé Maria de Roxo no prato e Ladinho Miranda no bumbo.
Viva a Euterpe Conceição?
Viva!
Viva o Mestre João Benedito?
Viva!
Viva todos os músicos?
Viva!
- Viva Nossa Senhora do Rosário?
Viva!
- Viva o Veludinho?
Viva!
VIVA!
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