-V-
MINHA LUZ
"Bendito sejas Tu, A-do-nai, nosso Deus, Rei do Universo,
que nos santificaste com Teus mandamentos,
e nos ordenaste colocar o teu candeeiro
no lugar mais alto, na sala principal de nossas casas..
."
no lugar mais alto, na sala principal de nossas casas..
."
Faço todo esforço para deixar-me bem à mostra por inteiro, não no fundo da minha própria retina que só eu posso ver, mas estampado no meu rosto, no dia-a-dia, na felicidade acumulada pela alegria de viver plenamente a vida, pois assim como o sol que a inteligência suprema de Deus colocou no lugar mais alto para presidir os planetas, o farol poderoso instalado no alto da atalaia, igualmente, a menor candeia, ou a mais tênue luminosidade, eu acredito que as lâmpadas, tanto o grande luzeiro ou a pequenina chama que existe dentro de nós, não foram imaginadas para ficarem escondidas debaixo de uma concha ou apagadas pelo nosso egoísmo.
Precisamos de oxigênio, de luz e de determinação, o resto é conseqüência, o resultado que conhecemos como elementos secundários da natureza.
A energia tem suas limitações e deve ser recondicionada, razão pela qual devemos dosar os ímpetos que temos, de sempre graduarmos, na velocidade certa e na capacidade de tração, segundo a carga que levamos, para não corrermos o risco de ficarmos perdidos no meio do caminho, esperando pelo reboque que demora ou que nunca vem.
Por isto devemos, nessa nossa viagem terrena, levarmos bagagem mínima, leve e estritamente necessária, sem o peso incômodo do excesso, do que seja supérfluo, daquilo que possa configurar-se como lastro dispensável, sujeito ao tributo que pode ser indevido ou injusto, ou que se pode transformar, a qualquer momento, nas quinquilharias que só servirão para poluir o mar e provocar rombos nas camadas de ozônio, esse desastre que produzimos e por onde se esvaem as garantias de vida saudável, danos que causamos agora, que se acumulam e que serão, de forma cada vez mais intensa, refletidos e sentidos pelos sucessores de nossa irresponsabilidade.
Ando sempre em companhia de quem gosto e comigo só levo o que possa ser útil, não que assim eu me desgoste, indiscriminadamente, deste ou daquele alguém, mas pela necessidade natural que tenho de assim proceder. E considerando a convicção de que sou imperfeito, seria muita pretensão de minha parte não administrar bem o pouco espaço que ocupo, ou de me descuidar da diminuta área que tenho sob meu comando, ou ainda, não tendo minhas preferências, fazendo as minhas escolhas, como se assim não me fosse dado e permitido por quem pode assim determinar, sendo por isto que, invariavelmente, prefiro que essas escolhas recaiam nas pessoas e nas coisas com as quais melhor me identifico e que me fazem ver e sentir o lado positivo da vida e tudo o mais que esteja em harmonia com meu espírito, deixando para os guias iluminados que não vejo, mas que sinto suas presenças, conduzirem-me pelo labirinto, pela sinuosidade de um imenso itinerário desconhecido, que poderá até ser longo, pedregoso e íngreme, mas que nunca permitirei tornar-se sombrio, triste ou desagradável.
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