A VILA DE SUCURIU
A antiga vila de Sucuriú, atualmente a progressista, e tão agradável cidade de Francisco Badaró, caracteriza-se, ainda hoje, além da hospitalidade, pela educação e pelo cavalheirismo de seus diligentes moradores.
A cidade conserva boa parte de sua bucólica paisagem, com suas ruas acompanhando as ondulações e encostas de morros bem aprumados, ladeados com um casario muito bem cuidado, tendo em sua parte onde a topografia é mais amena, uma praça agradavelmente zelada, com seus bancos de jardim, palmeiras coloniais e outras árvores decorando o átrio da belíssima Matriz, edificada com os esforços do Padre Emiliano Gomes Pereira, em substituição da antiga igreja que por muitos anos ficou em ruínas, onde celebrava e fazia suas famosas pregações o mais ilustre filho daquele lugar, o inolvidável Monsenhor Bernardino que até hoje continua reverenciado em razão dos grandes benefícios prestados por ele à sua região.
O ribeirão do Sucuriú, que nasce pelas bandas do Tocoiós, já não é mais perene, mas exige a conservação das pontes que separam a parte antiga da cidade aos bairros que se formaram ao longo de seu curso quase sempre seco fora das estações chuvosas. Suas cheias repentinas, entretanto, provocam prejuízos às pastagens ribeirinhas e já aconteceu de suas águas violentas e barrentas invadirem o amplo mercado municipal, onde acontecem as feiras tradicionais com a abundância do delicioso requeijão moreno e local onde se expõem rapidamente os requisitados tapetes, cobertas e demais peças do artesanato em algodão cujos fios não são coloridos artificialmente, mas obtidos pelo cultivo de variedades desenvolvidas pelos nativos do lugar.
FRANCISCO BADARÓ (Fundação: 30 de dezembro de 1962 )
Em 1948 a Vila de Nossa Senhora da Conceição de Sucuriú passou a se chamar Francisco Badaró, em homenagem ao Dr. Francisco Duarte Coelho Badaró, ex-ministro plenipotenciário que se instalou em Minas Novas (Vila do Fanado), nomeado que este bacharfe foi, com o advento da República, para assumir ali o importante cargo de Juiz de Fora dessa Comarca, quando ele resolveu se unir, pelos laços do interesse político e pelo matrimônio, com a Sinhazinha Nogueira (filha do morubixaba ZÉ BENTÃO) dando início à tradicional família que dominou, à moda dos coronéis, todo o vasto e atrasado município de Minas Novas, do qual a Vila de Sucuriu, depois de mais de meio século, viria se apartar para se transformar em pujante célula da exaurida região fanadeira.
Foi assim que, em 30 de dezembro de 1962, depois de muita luta nesse sentido, liderada principalmente pelos religiosos Cônego Figueiró e Monsenhor Bernardino, ocorreu a tão sonhada emancipação político–administrativa, firmando-se como novo município em 1 de março de 1963, quando oficialmente foi denominado de Francisco Badaró, em substituição ao sugestivo e original topônimo de Sucuriu (que se relacionava à ocorrência de uma cobra inofensiva, mas de porte volumoso –cobra grossa, no idioma tupi-guarani- animal que era abundante nas águas que banhavam a Vila)
O povo Badaroense cultiva, ainda hoje, muitos costumes sefarditas e manifestações folclóricas recebidas dos antepassados. Tais manifestações persistem na alma popular e fazem dessa hospitaleira cidade uma das mais graciosas comunidades do interior de Minas, onde são preservadas as tradições de respeito ao trabalho, às artes e ofícios, ao acatamento das orientações das pessoas mais idosas, da valorização da família e do fervor religioso de seus habitantes.
A cidade fica no Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerais, apresentando um conjunto de belezas - no seu casario, sítios naturais e na simplicidade de sua gente - que nos remetem às vilas encantadas da era mineradora. Além daqueles dois religiosos citados, a história do município se engrandece com as referências de ilustres cidadãos que muito contribuiram para a boa formação de seu povo, devendo ser enaltecidas as figuras do Padre Emiliano Gomes Pereira, do Maestro José Sebastião de Oliveira, do comerciante José Calazans e da Dona Figueiró (mãe de Antônio Honorato) que, de maneira invejável, é paradigma de mãe, esposa, mestra e lider comunitária.
A economia local se apoia na produção agropecuária, sendo o artesanato do algodão, o beneficiamento de cereais e dos derivados do leite, principalmente o tradicional requeijão moreno, a fonte garantidora da existência honrada da laboriosa população desse histórico município brasileiro.
FRANCISCO BADARÓ (Fundação: 30 de dezembro de 1962 )
Em 1948 a Vila de Nossa Senhora da Conceição de Sucuriú passou a se chamar Francisco Badaró, em homenagem ao Dr. Francisco Duarte Coelho Badaró, ex-ministro plenipotenciário que se instalou em Minas Novas (Vila do Fanado), nomeado que este bacharfe foi, com o advento da República, para assumir ali o importante cargo de Juiz de Fora dessa Comarca, quando ele resolveu se unir, pelos laços do interesse político e pelo matrimônio, com a Sinhazinha Nogueira (filha do morubixaba ZÉ BENTÃO) dando início à tradicional família que dominou, à moda dos coronéis, todo o vasto e atrasado município de Minas Novas, do qual a Vila de Sucuriu, depois de mais de meio século, viria se apartar para se transformar em pujante célula da exaurida região fanadeira.
Foi assim que, em 30 de dezembro de 1962, depois de muita luta nesse sentido, liderada principalmente pelos religiosos Cônego Figueiró e Monsenhor Bernardino, ocorreu a tão sonhada emancipação político–administrativa, firmando-se como novo município em 1 de março de 1963, quando oficialmente foi denominado de Francisco Badaró, em substituição ao sugestivo e original topônimo de Sucuriu (que se relacionava à ocorrência de uma cobra inofensiva, mas de porte volumoso –cobra grossa, no idioma tupi-guarani- animal que era abundante nas águas que banhavam a Vila)
O povo Badaroense cultiva, ainda hoje, muitos costumes sefarditas e manifestações folclóricas recebidas dos antepassados. Tais manifestações persistem na alma popular e fazem dessa hospitaleira cidade uma das mais graciosas comunidades do interior de Minas, onde são preservadas as tradições de respeito ao trabalho, às artes e ofícios, ao acatamento das orientações das pessoas mais idosas, da valorização da família e do fervor religioso de seus habitantes.
A cidade fica no Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas Gerais, apresentando um conjunto de belezas - no seu casario, sítios naturais e na simplicidade de sua gente - que nos remetem às vilas encantadas da era mineradora. Além daqueles dois religiosos citados, a história do município se engrandece com as referências de ilustres cidadãos que muito contribuiram para a boa formação de seu povo, devendo ser enaltecidas as figuras do Padre Emiliano Gomes Pereira, do Maestro José Sebastião de Oliveira, do comerciante José Calazans e da Dona Figueiró (mãe de Antônio Honorato) que, de maneira invejável, é paradigma de mãe, esposa, mestra e lider comunitária.
A economia local se apoia na produção agropecuária, sendo o artesanato do algodão, o beneficiamento de cereais e dos derivados do leite, principalmente o tradicional requeijão moreno, a fonte garantidora da existência honrada da laboriosa população desse histórico município brasileiro.
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